Devo contratar outro seguro com indenização após fim do DPVAT em 2020?

O imposto rodoviário no Brasil inclui cobertura obrigatória limitada de terceiros seguros, o Dano Pessoal causado por Veículos automóveis de viagens Terrestres (DPVAT), que significa “Danos Pessoais Causados por veículos rodoviários”, mas é conhecido popularmente como seguro obrigatório – por ser uma taxa que poucos querem pagar, mas até 2019 era obrigação. A partir de 2020 não há mais obrigatoriedade e o sistema de indenizações em rodovias do Brasil deve mudar bastante por conta disso.

Até então, o uso do seguro obrigatório garantia que todos os veículos têm cobertura mínima de terceiros e as vítimas de acidentes rodoviários receberão danos ou compensação por lesões graves ou morte causada por um veículo de outra forma não seguro, independentemente da culpabilidade. É gerida pela FENASEG (Federação das empresas nacionais de Seguros Privados e de Capitalização). Sendo assim, para um condutor de Minas Gerais ter acesso a uma indenização bastava pagar DPVAT MG para estar apto a utilizá-lo. A vítima, mesmo que não possua veículo e não pague a taxa, também tem direito.

Entretanto, o fato é que das duas pessoas envolvidas no uso do DPVAT quem mais o realmente utiliza é o pagador do imposto, que muitas vezes é também o infrator que gerou o acidente. Um pouco controverso. Foi também por conta disso que se embasou o discurso que levou ao fim do seguro obrigatório, decretado oficialmente acabado para o ano de 2020.

Devo contratar outro seguro?

Em vistas para esse novo cenário tem muita gente que quer saber se precisa fazer a contratação de outro seguro e quais seriam eles. Vale lembrar que no Brasil nenhum outro seguro é obrigatório. Devido ao mau estado de muitas estradas, condições de condução, elevado volume de tráfego e elevada incidência de crimes relacionados com veículos, cobertura mais abrangente-ou pelo menos cobertura para roubo de veículos e conteúdos – é aconselhável.

Muitas companhias de seguros privadas fornecem seguro automóvel e, em muitos casos, as apólices podem ser organizadas visitando o escritório, por correio, telefone ou on-line. A maioria das seguradoras tem uma série de apólices com diferentes níveis de cobertura, excesso e prêmios, que dependem da idade, reclamações anteriores e condenações e experiência de condução.

Se não sabe qual empresa confiar confira a lista das maiores seguradoras do Brasil e faça a sua escolha, levando em consideração que o preço do seguro pode variar bastante de acordo com a sua idade, habilitação e outros fatores.

Tipos de seguros

Os principais tipos de cobertura são::

  • Terceiro (Seguro Contra Terceiros)
  • Terceiros com cobertura de incêndio e roubo (Segura contra Terceiros, Incêndios e Roubos)
  • Total Completo (Seguro Total)
  • Taxas de excesso existem em diferentes níveis, dependendo da política, e são chamados de Franquia.

Com uma cobertura mais básica que seja em caso de acidente menor, indicar o nome, o endereço e os dados relativos ao seguro de todas as partes envolvidas, bem como as testemunhas e os números de matrícula dos veículos. Não existe nenhum formulário de relatório de acidente específico que precise ser usado. Para acidentes mais graves, a polícia fornecerá um formulário de relatório a ser enviado à companhia de seguros o mais rapidamente possível. O processo é um pouco diferente de como funcionava o DPVAT que era mais um sistema de indenização do que de segurador, visto que a maior parte dos acidentados eram tratados pelo Sistema Único de Saúde ou outros hospitais e depois só recorriam a Seguradora Líder para buscar os fundos gastos com os tratamentos.